sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Mundo Psicodéllico



“Por motivos óbvios como a falta de uma guitarra viva, um baixo intenso ou uma bateria diversa, essa coisa veio como monstro famigerado a comer a cabeça dos novos jovens do mundo, Tuntituntuntunti pra lá e tuntitutuntunti pra lá. O que é isso??”
• Jaboatão dos Guararapes (PE)

Para esta opinião tão sem informação que vi em um site da internet:
Eu conheço um mundo diferente; diferente do mundo da arrogância e da luta pelo status social; onde a festa é ao ar livre, sentindo a vibração da natureza, onde todos são amigos, independente das classes sociais; onde as pessoas se vestem do jeito que mais ás convém.

Estão ali pra sentir a batida de uma música e transmiti-la através da dança, a dança que pode ser de qualquer forma sem ser julgada por ser com ou sem sentido, embora na maioria das vezes seja tão divertido olhar essa forma tão intensa de expressão.

Existem aqueles que usam suas “determinadas” drogas, acredito que para libertar o que está preso dentro de si; ou, claro, infelizmente pelo vício; porém as drogas estão presentes em todos os lugares e em todos os segmentos da sociedade, nas favelas, nas universidades, em qualquer bairro, nas baladas da classe média baixa e principalmente nas altas, sim, nas altas. As drogas estão presentes em todos os ritmos musicas; forró, axé (vejam as micaretas), boates (vejam os mauricinhos revoltados) e não somente nas raves, como é transmitido tão repetidas vezes pela televisão; lembrando que a televisão é o meio de comunicação mais manipulador conhecido, e não sou eu que estou dizendo isso.

Por convicção, acredito que ao menos sei diferenciar que nem todo roqueiro morre de overdose; que nem toda prostituta é soro positivo. Generalizar é tentar igualar. Igualar os seres humanos é algo absurdo, pois como seria nosso mundo se todas as pessoas fossem iguais? Todos possuem personalidades, conceitos e convicções diferentes.

Nesses lugares, geralmente encantadores, as pessoas se deitam no chão e tiram os sapatos quando querem, caem nos chuveiros e se jogam nas piscinas quando dá vontade; ali não há regras de etiqueta, nem luta pela popularidade. A única regra é se divertir e pôr pra fora os seus sentimentos e sensações mais reprimidos, mesmo que ainda hajam pessoas que só seguem o modismo e estão ali só de passagem, ou porque viram na televisão que rave é um lugar propício para usar drogas; os mais conhecidos influenciáveis jovens de cabeça vazia seguidores de modinha.

Ainda que pareça ser só um “tuntiztuntiz”,pra quem entende, sabe que não é, e mesmo que fosse, ninguém é obrigado a gostar e quem gosta , gosta por sentir a sensação de liberdade que as pessoas ao redor passam; não aquela sensação de jovens das baladas da elite que te julgam com os olhos. Todos nós, críticos conscientes, sabemos que ser um profissional da musica eletrônica não é somente mixar, que por si só já é uma arte com alto grau de dificuldade, mas também, não deixar que as pessoas desanimem e que sintam a vibração e a alegria que a música passa, durante a festa inteira.

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